Após a recente operação que tinha como objetivo a captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou drasticamente sua retórica contra os governos socialistas na América Latina e no Caribe. Utilizando a plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter), o presidente republicano realizou uma série de publicações que sinalizavam um forte interesse na possibilidade de desestabilização e derrubada do regime comunista que governa Cuba há mais de seis décadas.
Essa movimentação digital não se limitou apenas a comentários próprios, mas incluiu o endosso explícito de conteúdo de terceiros que ecoavam a política linha-dura de Washington contra Havana. Em uma das republicações feitas por Trump, foi manifestada a opinião de que seria algo “incrível” conseguir reverter décadas de domínio comunista na ilha caribenha, uma meta que a administração dos Estados Unidos vinha buscando ativamente.
Além de dar suporte a essa visão de reversão histórica e política, o presidente americano foi além ao considerar publicamente a sugestão de que o então Secretário de Estado, Marco Rubio, pudesse assumir um papel de liderança como presidente em um futuro governo cubano pós-socialista. A resposta de Trump a essa proposta, divulgada em uma das suas interações, foi categórica e favorável: “Isso me parece bom”.
Paralelamente às sugestões de uma mudança política interna na estrutura de poder cubana, o presidente Trump empregou ameaças diretas de cunho econômico contra o governo de Havana. Ele ameaçou explicitamente Cuba, alertando que o país deixaria de receber qualquer remessa de petróleo ou de dinheiro que fosse proveniente da Venezuela. Essa medida, caso fosse integralmente implementada, representaria um duro golpe para a economia cubana, que tem uma dependência significativa dos subsídios e dos fornecimentos energéticos garantidos pelo regime aliado venezuelano. A série de publicações sinalizou uma pressão crescente e coordenada para desestabilizar os governos de esquerda da região, reforçando a política externa agressiva dos Estados Unidos.
Fonte da Matéria: Uol




