Parceria entre o projeto ‘Verão no Clima’ e a empresa Poiato Recicla transforma o lixo mais comum das areias em exemplo de consciência ambiental. Material tóxico deixa de contaminar o oceano.
Um dos maiores vilões da poluição marinha sofreu uma derrota histórica em Ubatuba neste mês de janeiro. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e em parceria com o projeto estadual Verão no Clima, anunciou a retirada de quase 500 mil bitucas de cigarro do ecossistema costeiro da cidade.
A ação contou com o suporte estratégico da Poiato Recicla, empresa especializada na gestão deste tipo de resíduo. Mais do que apenas limpar, a iniciativa focou na educação: durante toda a temporada, monitores abordaram turistas e moradores nas praias (como Perequê-Açu e Maranduba) para alertar que a bituca não é biodegradável e libera metais pesados na água, contaminando a fauna marinha.
Tatiana Araújo, representante da Poiato Recicla, celebrou o engajamento: “A participação no Verão no Clima foi uma oportunidade importante para ampliar a conscientização da população e mostrar que pequenas atitudes geram grandes transformações”.
O volume coletado impressiona e expõe um hábito nocivo que ainda persiste. Se descartadas na areia, essas 500 mil bitucas levariam até cinco anos para se decompor, gerando microplásticos que acabam na cadeia alimentar. Agora, o material recolhido terá a destinação correta, evitando danos irreversíveis às belezas naturais que atraem milhões de turistas a Ubatuba.
[Box de Serviço – Cidadania na Praia]
🚭 PRAIA LIMPA: Faça sua parte
Nunca enterre: A maré sobe, desenterra a bituca e a leva para o oceano, onde peixes e tartarugas a confundem com alimento.
O Problema: Uma única bituca pode contaminar até 50 litros de água com substâncias tóxicas.
A Solução: Leve sempre um cinzeiro portátil (pode ser uma latinha ou caixa de pastilha) ou procure as lixeiras específicas espalhadas pela orla.
Fonte da Matéria: Prefeitura Municipal de Ubatuba












