Lançado na semana que celebra o Dia dos Povos Indígenas, o governo paulista coloca as comunidades Renascer e Boa Vista no mapa do turismo cultural consciente. Renda gerada pelas visitas ajuda a manter a Mata Atlântica e aldeias .
Dia 19 de abril, antigo dia do índio, enfim recebeu a nomenclatura correta oferecendo o respeito devido aos mais antigos povos originários do Brasil: Dia dos Povos Indígenas. A nomenclatura oficializada por lei visa honrar a vasta diversidade de etnias do país. Em sintonia com essa valorização, o Governo do Estado de São Paulo lançou, no último dia 14 de abril, durante a feira internacional WTM Latin America, o inédito Guia Turístico das Aldeias Indígenas, que catalogou 16 aldeias no estado de São Paulo. As cidades do Litoral Norte, como Peruíbe, São Sebastião e Ubatuba, foram incluídas neste guia, com homenagens ás comunidades dos povos originários.
Dia 19 de abril, antigo dia do índio, enfim recebeu a nomenclatura correta oferecendo o respeito devido aos mais antigos povos originários do Brasil: Dia dos Povos Indígenas. A nomenclatura oficializada por lei visa honrar a vasta diversidade de etnias do país. Em sintonia com essa valorização, o Governo do Estado de São Paulo lançou, no último dia 14 de abril, durante a feira internacional WTM Latin America, o inédito Guia Turístico das Aldeias Indígenas, que catalogou 16 aldeias no estado de São Paulo. As cidades do Litoral Norte, como Peruíbe, São Sebastião e Ubatuba, foram incluídas neste guia, com homenagens ás comunidades dos povos originários.
São Sebastião e Ubatuba no Guia
Em São Sebastião, a aldeia Terra Indígena do Rio Silveira
São 200 anos de aldeia, com 220 famílias , preservando a cultura, tradição, religião e saberes tradicionais. Vivem da criação de aves, peixes, plantios de roça familiar, reflorestamento da mata com palmitos nativos e plantas ornamentais. Seguem os costumes tradicionais, com comida típica, trilhas para cachoeira, produção de artesanato, pinturas corporais, rios, piscinas naturais e também preservação de toda a Mata Atlântica.
Em Ubatuba, aldeia Renascer Ywyty Guaçu:
A comunidade possui ótimo acesso para o turismo e posto de saúde, além de uma escola estadual e centro cultural. A aldeia também participa do Programa Guardiões da Floresta, uma iniciativa da Fundação Florestal em parceria com a CPPI da Secretaria da Justiça e Cidadania. Oferecem passeios ecológicos de trilhas até o Pico do Corcovado.
A Renascer possui guias indígenas credenciados pelo Parque Estadual da Serra do Mar e são os únicos autorizados a conduzir turistas com segurança pelas trilhas .
Terra Indígena Boa Vista:
Com mais de 50 anos de resistência, a Aldeia Boa Vista é o refúgio do povo Guarani Mbya. Localizada na região do Prumirim, a comunidade é guardiã das tradições ancestrais em meio à Mata Atlântica preservada.
A visita à Boa Vista é um convite ao contato direto com a natureza. O roteiro inclui trilhas que desembocam em cachoeiras de águas cristalinas. É também o local ideal para quem busca o verdadeiro artesanato indígena, destacando-se a produção minuciosa de biojoias, cestarias em palha e peças vibrantes feitas com miçangas.
Turismo Consciente: Como Visitar?
O guia ressalta que as aldeias não são “parques de diversão”, mas territórios de sabedoria viva. O turismo praticado ali é sustentável: cada artesanato comprado e cada trilha paga garantem a autonomia alimentar e econômica das famílias, fortalecendo a proteção da floresta . Para conhecer as aldeias de Ubatuba, as visitas precisam ser agendadas previamente, respeitando o calendário e a rotina das comunidades.
🏹 COMO ACESSAR O GUIA
O Guia Turístico das Aldeias Indígenas do Estado de São Paulo é gratuito e digital. Para acessar o guia das Aldeias Indígenas do Estado de São Paulo:
https://plataforma.turismo.sp.gov.br/guia-das-aldeias-indigenas
Dica Importante: Nunca visite uma terra indígena sem agendamento prévio com os caciques ou responsáveis pelo turismo local.











